24 A evolução teísta

Não só ateus crêem na evolução. Alguns cristãos defendem que o Livro do Gênesis - do qual Moisés é tido como autor ou principal compilador - tenha sido originalmente escrito para um povo primitivo. Portanto, para não confundir os leitores da época com muitas explicações científicas que não poderiam entender, Deus lhes ofereceu uma versão simplificada na forma da simpática fábula da Criação. Vamos contextualizar essa suposição.
Moisés liderou os hebreus no êxodo do cativeiro do Egito. O Egito, fazia séculos, era uma civilização próspera. Dentre outras realizações, destaca-se a construção das famosas pirâmides -maravilhas da engenharia que muitos especialistas da área afirmam não poderiam ser construídas nos dias de hoje com a mesma precisão. Os egípcios não eram ignorantes, como tampouco o eram os hebreus que habitaram aquelas terras por 400 anos, grande parte dos quais como uma nação convidada e favorecida.
Não havia razão para Deus ter explicado a Moisés e aos hebreus coisa alguma com respeito ao começo de tudo. E Ele poderia ter dito que tudo havia demorado bilhões de anos para evoluir, mas não o fez. E por um motivo simples: não foi assim que aconteceu. Deus tinha Suas razões para criar o mundo, das quais a principal era produzir um contexto que preparasse os seres humanos para serem Seus companheiros no mundo infinitamente melhor que Ele criou para ser nosso lar definitivo.
Entretanto, desde que a teoria da evolução se difundiu, tem havido tentativas de harmonizar o relato bíblico da Criação com o enredo evolucionário, o que deu origem ao termo “evolução teísta”. Em resumo, a evolução teísta defende que Deus tenha usado o processo evolucionário para realizar a Criação. As duas teorias mais comuns da evolução teísta são a “Teoria da Lacuna” e a “Teoria Dia-Era”.

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